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Sexta, 1 de Outubro de 2021.

Falta de contêineres para o transporte de mercadorias tem prejudicado exportações

Master 

Por Jornal Nacional

 


Falta de contêineres no Brasil prejudica exportações de setores da economia
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Falta de contêineres no Brasil prejudica exportações de setores da economia

A falta de contêineres no Brasil está prejudicando as exportações.

Quase 1,5 milhão de contêineres passaram pelo Porto de Santos, o maior do país, no primeiro semestre de 2021. O movimento está maior do que em 2019, antes da pandemia. O setor de rochas ornamentais do Brasil também registra um crescimento acelerado no comércio exterior. De janeiro a junho de 2021, exportou US$ 572 milhões. É o melhor primeiro semestre dos últimos cinco anos.

A retomada dos negócios entre os países, após períodos de retração por causa da pandemia, gerou no Brasil uma demanda maior do que a capacidade de transportar os produtos. Empresas reclamam que estão atrasando o envio de mercadorias pelos portos porque não têm contêineres.

No sul do Espírito Santo, uma empresa de mármore e granito está perdendo vendas.

“A gente teve já cinco contêineres, cinco pedidos cancelados devido à falta de equipamento”, conta o gerente Rogério Gonçalves.

Numa outra empresa, 60% do estoque está vendido. Deveria ter saído, mas continua lá. Já falta espaço para guardar a mercadoria. O representante do sindicato das empresas de rochas diz que no Brasil não tem fábrica para esse tipo de contêiner para os navios capazes de atender o mercado e, por isso, eles contam com os que vêm de fora.

“O contêiner tem que vir para o Brasil para poder exportar. Não tem estoque aqui parado só para mandar para fora. E isso tudo gera o caos que está acontecendo”, diz Tales Machado, presidente da Sindirochas.

O setor de café também enfrenta essa dificuldade. No Espírito Santo, a situação é mais grave porque os maiores navios não entram no Porto de Vitória. Quase metade da produção vai para outros portos do país. Com essa escassez de contêineres, por mês, 100 mil sacas estão deixando de ser embarcadas nos portos capixabas.

“Você teve uma distribuição de contêineres não ordenada. E isso realmente criou para os países exportadores de commodities como o Brasil, por exemplo, um problema muito sério”, explica Márcio Cândido Ferreira, presidente do Centro do Comércio de Café.

Essa reclamação foi registrada por sete de cada dez empresas que participaram de um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria em todas as regiões do país. Além da escassez de contêiner, 128 empresários se queixaram do preço do frete. Antes da pandemia, custava US$ 2 mil para mandar um contêiner da China para o Brasil, agora está em torno de US$ 10 mil.

De acordo com o especialista em infraestrutura da CNI, o economista Matheus de Castro, no Brasil, a situação no Brasil só deve melhorar no ano que vem.

“O Brasil apresenta uma vulnerabilidade particular por ser um país ser um país fora das principais rotas do comércio exterior, por estar, na verdade, no fim das linhas das cadeias logísticas. Então, nesse momento de grande competição global por contêineres, navios e equipamentos, os países ricos têm uma clara vantagem. Isso pressiona ainda mais a inflação, reduz a rentabilidade das empresas e penaliza o nosso comércio exterior”, explica.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/09/29/falta-de-conteineres-para-o-transporte-de-me

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